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Relatório da OMS alerta para atenção primária à saúde e destaca Brasil como modelo.

Por Paulo Monte

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou seu relatório anual, intitulado "Atenção Primária à Saúde – agora mais do que nunca", onde enfatizou a necessidade de adoção da atenção básica à saúde e o combate a desequilíbrios tanto em países pobres quanto ricos. O programa Saúde da Família e os Observatórios de Recursos Humanos foram citados como modelos a serem seguidos.

O relatório da OMS demonstrou grandes desigualdades quanto ao acesso à saúde no mundo. A diferença na expectativa de vida entre países pobres e ricos, por exemplo, é de mais de 40 anos. Gastos públicos anuais em saúde entre esses países variam desde US$ 20 a mais de US$ 6 mil por pessoa. A desigualdade de acesso, os custos altos e a falta de confiança nos sistemas de saúde são apontados pelo relatório como ameaças à estabilidade social.

Entre países com mesmo grau de desenvolvimento econômico na área da saúde, os que organizaram seus sistemas em torno dos cuidados primários apresentam melhores resultados, de acordo com o documento. A OMS enfatizou a necessidade de prioridade à cobertura universal, aliada a princípios como eqüidade, justiça social, solidariedade e eficiência na prestação de serviços.

O relatório recomenda ainda o envolvimento dos setores sociais – setor privado, comunidades, sociedade civil e empresariado – na implementação dos sistemas de saúde. A necessidade de descentralização é ressaltada, além da incorporação da educação como parte do sistema para garantir uma melhor cobertura das políticas de prevenção.

 

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Escrito por Leonardo Gomes   
Qua, 10 de Fevereiro de 2010 16:53

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Em comemoração aos 20 anos do SUS a AMEP o convida a relembrar a Construção do SUS (Clique Aqui!)

 

"Esta pesquisa, a partir de falas e documentos, teve como objetivo principal
apreender o processo participativo no âmbito da Reforma Sanitária e da consti-
tuição e implementação do Sistema Único de Saúde – SUS, por meio da análise
das relações de poder na implementação do controle social da política de saúde,
no movimento da Plenária Nacional de Saúde (de 1987 a 1997), da Plenária
Nacional de Conselhos de Saúde (a partir de 1995) e dos conselhos de saúde
em geral. Denominou-se esse processo de movimento, não só por representar a
aglutinação organizada de entidades e pessoas com objetivos e formas de ma-
nifestações articuladas no cenário social e político, como por ser espécie de ato
contínuo do chamado movimento sanitário, que deu corpo e forma à Reforma
Sanitária Brasileira."

 
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Destaque: Blog da Dengue!! Feito pela Equipe de Controle de Zoonoses do Centro de Saúde São Francisco e a Equipe da DSG - UFMG.

A AMEP recomenda!

 

 

 
Influenza / Gripe Suína - ATUALIZADO! 29/09 PDF Imprimir E-mail

"Gripe Suína" foi renomeada Influenza A (H1N1) pela OMS 

OMS declara que o vírus A (H1N1) é agora uma pandemia mundial (11/06/09)

Confira o HotSite da Influenza Suína com as últimas informações da ANVISA.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UFMG foi nomeado como referência para a pandemia de influenza no nosso estado. Confira a lista completa aqui (atualizado 03/07/2009)

Informe do CDC sobre o assunto (em inglês e algumas páginas em espanhol) aqui.

Folder para viajantes

Site do Ministério da Saúde Com Informações da doença.

Site da OMS em Espanhol e Inglês sobre a H1 N1.

Fluxograma para a Atenção Básica (28/07/09).

 

Casuística no Brasil (16/09/09): 

MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS
NOTA À IMPRENSA

Quarta-feira, 16/09/2009, às 18 horas

Situação epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil

1. Registrada QUEDA ACENTUADA pela quinta semana consecutiva no número de casos graves

• O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil, ou simplesmente casos graves, causados pela Influenza A (H1N1)

caiu PELA QUINTA SEMANA SEGUIDA, confirmando tendência que já havia sido observada nas semanas anteriores.

• O número de notificações na SE 36 (6 a 12 de setembro) é 65 VEZES MENOR do que o registrado na SE 31 (2 a 8 de agosto).

• Segundo a distribuição por Semana Epidemiológica (SE), foram registrados 35 casos na SE 36; 490 na SE 35; e 837 na SE 34.

• Distribuição de casos de SRAG, por semana epidemiológica. Brasil, da SE 31 até SE 36/2009.
 

SE

31

32

33

34

35

36

(2/8 a 8/8)

(9/8 a 15/8)

(16/8 a 22/8)

(23/8 a 29/8)

(30/8 a 5/9)

(6/9 a 12/9)

Influenza A (H1N1)


2.283


1.545

 
1.028


837

 
490


35


• A análise epidemiológica dos dados permite concluir que há diminuição dos casos graves de Influenza A (H1N1) desde a semana 32 (de 9 a 15 de agosto).
• Entre 25 de abril e 12 de setembro, foram registrados, ao todo, 10.401 casos graves com confirmação laboratorial para algum tipo de influenza, sendo 9.249 (88,9%)

positivos para o novo vírus A(H1N1).

Distribuição de casos de SRAG, por semana epidemiológica, segundo classificação etiológica. Brasil, até SE 36/2009.



2. ÓBITOS
• Foram registrados, até 12 de setembro, 899 óbitos por influenza A (H1N1).

Distribuição de óbitos por influenza A (H1N1) por Unidade Federada de residência. SE 36/2009.

 

 

 

IMPORTANTE:

• O acréscimo no número de óbitos em relação ao último boletim (divulgado em 2 de setembro) NÃO SE REFERE A CASOS NOVOS DE PESSOAS QUE MORRERAM NO PERÍODO ANALISADO,

mas aos casos que tiveram confirmação laboratorial entre 30 de agosto e 12 de setembro (SE 35 e 36).

• Reitera-se que, de acordo com o protocolo, o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento

da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos. Esta conduta tem sido preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde julho e seguida pela

maioria dos países, com priorização para o monitoramento de casos graves por influenza.

3. TAXA DE MORTALIDADE

• No comparativo com os 15 países com maior número absoluto de mortes, o Brasil tem a 5ª taxa de mortalidade, que representa o número de casos em cada 100 mil habitantes.

IMPORTANTE:

• Os países com as maiores taxas de mortalidade, inclusive o Brasil, estão no hemisfério Sul. É no hemisfério Sul que a pandemia atualmente apresenta maior impacto por causa do inverno.

Os países do hemisfério Norte, que estão no verão, têm atualmente uma transmissão significativamente menor.
• Os países adotam periodicidade diferente para atualização do número de óbitos.

Tabela – Maiores taxas de mortalidade (por 100 mil/hab.) entre os 15 países com maior número de óbitos
 

País

Óbitos

População

Taxa de mortalidade

1. Argentina

514

40.276.376

1,27

2. Paraguai

52

6.348.917

0,81

3. Austrália

171

21.292.893

0,80

4. Chile

132

16.970.265

0,77

5. Brasil

899

191.481.045

0,46

6. Peru

121

29.164.883

0,41

7. Equador

55

13.625.033

0,40

8. Malásia

74

27.467.837

0,26

9. Canadá

74

33.573.467

0,22

10. Tailândia

142

67.764.033

0,20

11. México

215

109.610.036

0,19

12. EUA

593

314.658.780

0,18

13. Venezuela

54

28.583.366

0,18

14. Reino Unido

76

 61.565.422

 0,12

15. Índia

189

1.198.003.272

0,01

Atualização de óbitos: 15 de setembro de 2009, www.ecdc.europa.eu
Número de habitantes: IBGE - 2009

4. MULHERES E GESTANTES

• Um total de 3.521 mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) tiveram resultado positivo para o novo vírus A(H1N1) e desenvolveram a forma grave da doença.

• Destas, 856 mulheres estavam grávidas. Entre as gestantes, 91 morreram.

• O Brasil possui 53,5 milhões de mulheres em idade fértil, destas, 3,4 milhões estão grávidas.

5. DIVULGAÇÃO DAS NOTAS À IMPRENSA

• Com a confirmação da queda na circulação do novo vírus e na ocorrência de casos graves, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre Influenza A (H1N1)

passará a ser divulgado mensalmente. No entanto, o monitoramento será mantido e se houver fatos relevantes outros boletins serão imediatamente divulgados.

Assessoria de Imprensa
(61) 3315-2351/3580

 

 

Última atualização em Ter, 29 de Setembro de 2009 20:13
 
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