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Relatório da OMS alerta para atenção primária à saúde e destaca Brasil como modelo.
Por Paulo Monte
A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou seu relatório anual, intitulado "Atenção Primária à Saúde – agora mais do que nunca", onde enfatizou a necessidade de adoção da atenção básica à saúde e o combate a desequilíbrios tanto em países pobres quanto ricos. O programa Saúde da Família e os Observatórios de Recursos Humanos foram citados como modelos a serem seguidos.
O relatório da OMS demonstrou grandes desigualdades quanto ao acesso à saúde no mundo. A diferença na expectativa de vida entre países pobres e ricos, por exemplo, é de mais de 40 anos. Gastos públicos anuais em saúde entre esses países variam desde US$ 20 a mais de US$ 6 mil por pessoa. A desigualdade de acesso, os custos altos e a falta de confiança nos sistemas de saúde são apontados pelo relatório como ameaças à estabilidade social.
Entre países com mesmo grau de desenvolvimento econômico na área da saúde, os que organizaram seus sistemas em torno dos cuidados primários apresentam melhores resultados, de acordo com o documento. A OMS enfatizou a necessidade de prioridade à cobertura universal, aliada a princípios como eqüidade, justiça social, solidariedade e eficiência na prestação de serviços.
O relatório recomenda ainda o envolvimento dos setores sociais – setor privado, comunidades, sociedade civil e empresariado – na implementação dos sistemas de saúde. A necessidade de descentralização é ressaltada, além da incorporação da educação como parte do sistema para garantir uma melhor cobertura das políticas de prevenção.
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